Invasão de privacidade física e virtual orquestrado pelas tecnologias

Invasão de privacidade física e virtual orquestrado pelas tecnologias

Com o avanço da tecnologias, diversos perigos começaram a surgir, de uma invasão de privacidade a uma saúde física ou mental comprometida. A resposta dependerá muito da tecnologia específica que utilizamos. Infelizmente, o ser humano, por vezes, comete o erro de não saber a hora de parar, tornando-se muitas vezes, totalmente dependente dos recursos que as novas tecnologias oferecem.

Como as mídias digitais permitem a invasão de privacidade?

O Google sabe tudo o que você já pesquisou, ele tem um perfil de anúncio seu, conhece todos os aplicativos que você usa, tem todo o seu histórico do YouTube e sabe onde você esteve.

O Facebook tem milhares e milhares de dados sobre você; Ele armazena tudo, desde suas imagens até seu local de login e conversas. Eles podem até ativar sua webcam e seu microfone. Esses são exemplos simples das diversas possibilidades da invasão de privacidade por esses serviços digitais.

A confiança excessiva na tecnologia permite que haja invasão de privacidade

Confiar demasiadamente nas tecnologias podem trazer prejuízos irreversíveis para as pessoas. Quando se passa um serviço que outrora era realizado por um homem para uma máquina, mesmo após a realização de diversos testes para minimizar as chances de acidentes, ainda sim, é possível que haja danos físicos ou mentais dependendo do grau de uso de uma determinada tecnologia.

Ademais, nós seres humanos, costumamos procurar algo que facilite a nossa vida, por isso, se houver alguma máquina que faça o trabalho pesado para nós, 99% das vezes, passamos a bola para ela. Porém, devemos nos atentar para os riscos, tal como a baixa interação humana, sedentarismo, estresse, ansiedade, perda de privacidade, entre outros problemas.

Assuntos relacionados a invasão de privacidade

A possibilidade de ficar solitário

Com o avanço das tecnologias e como elas estão se tornando cada vez mais intrusivas no nosso dia a dia, isso pode permitir além de uma invasão de privacidade a possibilidade de ficar solitário.

Isso pode parecer paradoxal, mas as mídias digitais deveriam nos unir, porém, ao contrário, estão nos afastando ainda mais. O que as redes sociais nos deram? Facebook, Instagram e Twitter nos deram a notável capacidade de seguir nossos amigos, não importando o quão longe eles estejam.

Por mais estranho que pareça, essa “conexão excessiva” faz com que mais e mais jovens se sintam solitários e deprimidos. O motivo tem a ver com o que eles vêem no mundo online.

A maioria dos nossos amigos online tende a postar apenas os momentos mais felizes e brilhantes de sua vida, criando a impressão de que eles têm uma vida pela qual morrer.

O fato de aparentemente está tão perto de alguém não implica que realmente esteja, há uma diferença exorbitante em conversar online e pessoalmente.

Em entrevista à BBC Mundo, a psicóloga Jean Twenge, explicou que devido a relação com a super conectividade típica desta geração, que passa em média seis horas por dia conectado à internet, enviando mensagens e jogando jogos online, quando os jovens entram nas Universidades ou no mercado de trabalho, eles possuem menos experiências, são mais dependentes e possuem dificuldades na tomada de decisões. Não é atoa que os jovens do século XXI perdem feio para os do século XX quando o assunto é sexo.

“Temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas”. - Albert Einstein