Lula, o pior presidente do Brasil?

Lula, o pior presidente do Brasil?

Assim que Lula assumiu em 2003 o país já passava por uma estabilidade econômica de 8 anos graças ao plano real, sem contar que no começo do mandato em 2003, alguns fatores externos ajudaram no crescimento do PIB brasileiro.

O primeiro deles foi a China, um país que vinha crescendo exponencialmente nas últimas décadas, este investiu no Brasil comprando commodities (produtos que funcionam como matéria-prima) brasileiras como o petróleo, soja e minério de ferro.

Como estava o mercado no primeiro mandato de Lula

No primeiro mandato do governo de Lula, o dólar estava muito enfraquecido e, como as commodities são negociadas com a moeda americana, logo, o Brasil se beneficiou bastante com o lucro obtido.

Outro fator que ajudou o governo foi o baixo endividamento do povo brasileiro, pois até então, era bem menor se comparado com outros países, o que consequentemente, possibilitou expandir o crédito para os brasileiros inserindo mais dinheiro na economia, porém, esse tipo de medida causa um problema, pois o resultado é o aumento da inflação, entretanto, a baixa do dólar e o controle artificial da economia através da alta dos juros pelo banco central contribuirão para o governo.

A porcentagem de crédito no PIB entre 2003 e 2010 no país saltou de 24,6% para 45,2%, ou seja, houve um crescimento econômico poderoso que aconteceu graças ao então presidente Lula.

A população brasileira de baixa renda já podia comprar uma moto, um carro, uma geladeira, móveis e eletrodomésticos para sua casa, fazer empréstimos, viajar de avião, dentre outras possibilidades que faz o povo até hoje agradecer a era Lula.

Entretanto, apesar de grande parte dos brasileiros estarem se beneficiando com tais "avanços", O Brasil tornou-se um dos povos mais endividados do mundo, pois ter crédito para adquirir um bem material é diferente de possuir dinheiro para pagar as suas dívidas, isso explica o fato de 60 milhões de brasileiros terem o nome sujo no mercado.

Motivos que levaram ao fracasso do governo Lula

Com o governo de Lula já na reta final de seu mandato, o cenário mundial começou a mudar o Brasil, pois o país passou a sentir o reflexo das decisões tomadas durante a gestão do então presidente.

Apesar do Brasil ter dinheiro em caixa e possuir uma economia aparentemente estável, Lula não se preparou para a retomada do dólar, ele aproveitou a época em que a situação econômica do país estava em alta, e então, começou a se corromper, dando suporte aos maiores esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro da história, onde desde a fundação do mundo, nunca houve tão grande. Como consequência, o governo começou a subir os impostos, os gastos públicos crescer exorbitantemente.

Como as futuras crises poderiam ser evitadas?

Este cenário poderia ter sido diferente se Lula tivesse aproveitado a ótima fase econômica do país entre 2003 e 2008, realizando reformas estruturais como a tributária, trabalhista, previdência mais rentável para a economia, dentre outras, para que houvesse um crescimento sustentável da economia.

Certamente, o Brasil não estaria entrado em decadência, sendo que, havia dinheiro nos cofres públicos, pois entre 2000 a 2010 os impostos passaram de 29,99% do PIB para 34,19%.

O governo de Lula reconheceu a importância da reforma da previdência e a pois em prática em 2003, porém ela não foi eficaz, pelo contrário, foi fraca, pois não resolvia os reais problemas da previdência, consequentemente, em 2010 o Brasil já tinha 94,3 bilhões de reais de déficit na previdência, uma dívida que foi agravada após a sua sucessora, Dilma Rousseff, ter se tornada presidente, onde o déficit pulou para aproximadamente 210 bilhões de reais.

Ainda sim, mesmo com todos esses episódios que passaram entre os 8 anos de mandato, o presidente Lula encerrou seu governo com a sua popularidade no auge, ele teve a maior aprovação da história.

Nos últimos meses de seu mandato, 83% das pessoas entrevistadas avaliaram a sua gestão como ótima ou boa, contra 13% que consideravam como regular e 4% como ruim ou péssimo, conforme os dados divulgados pelo Datafolha.