Como o governo Lula desperdiçou a chance do Brasil se tornar o melhor país do mundo?

Como o governo Lula desperdiçou a chance do Brasil se tornar o melhor país do mundo?

Após o candidato Luiz Inácio Lula da Silva ser consagrado a presidente da república no 2º turno nas eleições de 2002 com 64% dos votos, onde praticamente toda à imprensa em peso, apoiava sua candidatura e a chegada ao poder do menino pobre que veio do nordeste, metalúrgicos, uma imagem muito artificial e exagerada construída para o povo brasileiro.

Com diferentes setores da sociedade apoiando à sua candidatura que envolveria a ideia de manutenção da estabilidade financeira com um cuidar dos direitos sociais de todos, aquela mesma ideia em que o Estado precisa ser o epicentro que vai resgatar a justiça social, vai gerar igualdade entre as classes, vai desfazer as injustiças históricas causadas pela ditadura, tudo isso, sendo realizado de uma forma democrática.

Primeiras medidas do governo Lula

Nos primeiros momentos do governo de Lula, é mantida a palavra que foi empenhada ainda na sua campanha, que ele iria manter a mesma política econômica de Fernando Henrique Cardoso.

As suas próximas medidas como presidente foi escolher pessoas que tivessem alinhadas com a sua política, por isso Lula escolheu Henrique Meirelles como presidente do banco central, Antonio Palocci como ministro da Fazenda que até então, dentro da estrutura do PT, era um sujeito mais moderado e de fato partilhava das mesmas políticas.

Qual era a situação do Brasil nos primeiros anos do governo Lula?

Durante a chegada do PT ao poder, o mundo se recuperava do ciclo de uma crise que teve inicio no começo dos anos 2000 e entra em um ritmo de grande crescimento puxado pela China que possui um mercado aberto ao investimento internacional. Uma das maiores expansões da história que seria muito favorável ao Brasil, pois o mundo demandava da nossa produção de commodities.

O Brasil passava por uma situação muito propícia ao crescimento, pois o país estava economicamente estável ao longo das reformas introduzidas por meio dos governos do ex-presidente Itamar Franco e Fernando Henrique, onde foi possível chegar a uma situação global extremamente positiva.

A partir desse ponto, houve um grande crescimento econômico, o câmbio caiu fortemente, os juros começaram a ceder e segundo a empresa de informações financeiras Economatica, a bolsa de valores chegou a alcançar 134.917 pontos, estes foram um dos acontecimentos que basicamente criou um surto de crescimento no país, uma prosperidade que fazia brilhar os olhos do povo brasileiro.

Até então, a sociedade já tinha motivos suficientes para acreditar que o Brasil estava realmente crescendo economicamente, juntamente com o cuidado a diversos programas sociais, como o bolsa família, tornando o Brasil, o país das bolsas. Estes benefícios sociais são oferecidos por vários Estados, além de prefeituras e do governo federal, numa volúpia assistencial projetado por ideologias e partidos.

Com a pobreza aparentemente menor, ganha-se um certo reforço nessa imagem de um líder que tem dado certo, e que finalmente, conseguiu consolidar a democracia no Brasil, juntamente com a economia e com o progresso social.

A estabilidade, porém, não passava de uma sensação que impactou quase todos, o engano na área econômica demoraria ainda mais um pouco para se revelar, mas no âmbito político, o mensalão acabou com as mais otimistas ilusões de que os brasileiros viviam em uma democracia plena.

Decisões erradas, consequências desastrosas

Lula é reeleito, a economia global continuava crescendo, o mercado se desenvolvia e as pessoas estavam felizes. Entretanto,o governo deveria utilizar todo esse capital político que possuía para fazer reformas que o país precisava, no sentido de modernização, deixando-o mais competitivo, aumentando a produtividade da economia, criando emendas constitucionais que tiram as amarras que o Estado impõe na iniciativa privada fazendo privatizações, etc.

Porém, o governo decidiu seguir um rumo diferente, pois ele aproveitou esse período de bonança para aumentar o consumo da população, especialmente o das pessoas mais pobres.

Negligência do governo em realizar reformas necessárias

Finalmente, não foi realizado reformas estruturais eficientes, não foi melhorado a infraestrutura do país, os estudantes permaneciam nos últimos lugares nos Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, sigla em inglês), tinham as piores notas nos enxames internacionais.

O nível de produtividade da economia começava a cair, as leis trabalhistas arcaicas impediam o enriquecimento dos trabalhadores, ao invés de incentivar a economia capitalista, o Estado oferecia bolsas e outros serviços sociais. O Brasil, teve uma oportunidade de ouro de finalmente caminhar para o primeiro lugar do mundo.

O fim do período de bonança

Desde 2006, perpetuou-se a mesma política e o Brasil teve em 2008 o grande choque internacional, aquele período de bonança que foi iniciado em 2002, simplesmente foi finalizado em 2008, onde os brasileiros tiveram um lento retorno a dura realidade.

Nesse período, houve uma crise gravíssima que atingiu a população, talvez a maior crise desde 1929, onde havia a possibilidade de quebra do sistema financeiro internacional.

Houve também uma intervenção multitrilionária dos bancos centrais dos países desenvolvidos para evitar a quebra do sistema, até mesmo o sistema americano passou muito próximo de uma quebra geral, então todos os fluxos positivos que o Brasil tinha para os eventuais emergentes foram revertidos, o dólar aumentou e a balança comercial piorou bastante. Em síntese, o ambiente a partir de 2008 tornou-se muito mais negativo na economia global.

Ao findar esse tempo de bonança, o Brasil passa a ter o governo atuando com uma intervenção brutal na economia, lembrando que segundo Lula, o país não passaria por toda a crise, pois teria o Estado como protetor com capacidade de intervir e evitar o pior, o que infelizmente o fez cair na famosa "lei do engano".