1964, a pior ditadura militar que já existiu no Brasil?

1964, a pior ditadura militar que já existiu no Brasil?

O dia 31 de março de 1964, tornou-se um dos dias mais importantes na história do Brasil. Nessa data, quando os generais colocaram os tanques nas ruas, a população tem a consolidação de algo que muitos chamam de ditadura, outros porém, chamam de contra-revolução. O fato é que houve naquele momento um ponto de inflexão no país.

Como era antes do período militar de 1964

Antes de 1964, o mundo enfrentava uma fase conturbada no cenário político mundial, havia uma visão capitalista mas livre em termos de regime político, representada pelos Estados Unidos da América, bem como uma visão mais adaptada aos regimes socialistas que vendiam uma ideia de igualdade que seria conquistado em duas fases, na primeira, seria a concentração de poder na mão de alguns poucos líderes, na segunda, seria criar uma sociedade igualitária sem Estado.

Ainda hoje, o projeto socialista nunca passou da primeira fase, mesmo o socialismo ter sido implantado em diversos governos como União Soviética, China, Corea do Norte, Venezuela, Cuba, dentre outros.

Evidentemente, naquele período, o Brasil possuía grupos que estavam no poder e que tinham simpatia por esse projeto soviético. Estes grupos começaram a produzir reformas que estavam levando a sociedade civil de uma maneira geral na direção de um país comunista.

A entrada dos militares em cena, em 1964

Devido a opinião pública ser contrária ao projeto de poder dos socialistas da época, houve então uma ruptura que ocasionou a entrada dos militares em cena. Inicialmente, a ideia era de apenas estabilizar a situação para garantir que não houvesse uma revolução comunista no Brasil.

Com a entrada dos militares no primeiro momento, houve uma limpeza e uma reorganização nas bases do governo. A ideia era de que os militares ficariam no poder até as próximas eleições no ano seguinte. Após esse período, os militares pensaram que se saíssem de cena naquele momento, haveria uma retomada do projeto socialista.

O regime militar se estendeu, e agora o sistema começou a ficar mais rígido, no primeiro momento, houve reformas econômicas significativas, a criação do Sistema Financeiro Nacional, Banco Central, Conselho Monetário Nacional, Banco de Desenvolvimento Habitacional e em seguida, a lei do mercado de capitais que permitiu a ampliação do sistema de corretagem que até então era um monopólio que passava de pai para filho, semelhante ao sistema dos cartórios.

A partir disso, vem a criação dos bancos de investimento e a modernização do mercado em geral. A constituição de 1967 tinha uma configuração muito mais pró-mercado do que a constituição vigente.